Por Altamiro Ghersel Ribeiro

No decorrer dos primeiros anos da década de 1900, o desbravador e bandeirante do século XX, com seus quatros filhos: Francisco Ribeiro, Manoel Lourenço, seu genro e primo José e seus irmãos, José Antonio e José Antonio Fernando, vinham de São Sebastião do Pouso Alegre, atual cidade de Pirajuí para caçar e pescar nas paragens desta nossa região. Em um barco tocado a remo e varejão, navegavam pelo histórico Anhembi, depois chamado de Tietê, até chegar na desembocadura do Rio Dourado formando um respeitável varejão, rico em peixes de uma considerável variedade.

Beirando o rio, abriam picadas na Mata Cerrada ou seguiam por uma outra trilha batida, usada pelos indígenas Caingangues que viviam do outro lado do Rio Feio, espalhados por uma extensão que alcançava os outros nossos estados vizinhos.

Improvisaram as barracas do tipo para-vento e ali ficavam alguns dias, na delícia da natureza, rica em árvores gigantescas, flores matizadas de várias cores e tipose rodeados dos animais que dominavam a que foi chamada Noroeste.

Avançavam, no decorrer do tempo, pelo Sertão a dentro, até que um dia, pararam num riacho, que o colonizador deu o nome de Douradinho, mudado depois para Campestre.

Como terra devoluta em toda sua extensão, procurou resgistra-la em seu nome contando com a ajuda do Visconde de Nova Granada, um nobre residente na capital paulista.

Levou uma gleba de terra para a Igreja construir uma capela, a Casa Paroquial e venda de datas para se constituir um fundo para sua manutenção e a assitência social.

Começou a trazer seus parentes, vindo em seguida os pionieros e em continuação os antigos moradores. Com a chegada das pontas das tribos, como "paralelas de prata" e colocado ao lado, a primeira estação, com um vagão de carga conhecido como de lastro, despontavam os primeiros sinais de um lugarejo que prometia um desenvolvimento rápido, com muita riqueza e progresso, no registro do ano de 1907.

Por esta razão, o fundador do lugar, criou o Patrimônio de Santo Antonio do Doradinho, mudado depois para Campestre, nomeou seu genro e primo José de Noronha Ribeiro, José Cazuza, como Frabriqueiro de que era chamado Fábrica ou Frabrico. Ele seria seu administrador encarregado da venda das datas, para os interessados na construção de casas e cercas para moradia. Começaram a surgir os primeiros compradores, como provam os documentos existentes e bem guardados em diversos lugares.

Com um espírito marcadamente religioso o que prova o nome dado ao nosso ponto assinalado no mapa do nosso estado, no ano seguinte de 1910, no dia 03 de julho, foi celebrada a primeira missa no escasso povoado.

No meio de uma quiçaça ou mato rasteiro e ruim, foi erguida uma rústica capela de troncos de coqueirão e coberta com folhas da mesma palmeira. Seu construtor foi o próprio celebrante, o frade Domingos Riese, do Convento dos Capunhos de Penapolis. As benções do frade Domingos Riese, cobriu nossas terras do verde dos cafezais, diversos cereais e dos pastos para a criação do gado, que entre as árvores derrubadas, iria fazer no futuro a "Princesa da Noroeste", o "Maior Centro Cafeeiro do Mundo" e agora a "Cidade das Escolas".

Seguindo o caminho da história, que se mostrava aberto para a riqueza e ao porgresso, passou para Municipio criado me 27 de dezembro de 1919, com o nome de Albuquerque Lins, e mais tarde em 1927, para Comarca.

Atualmente constitui-se num lugar aprazível, com suas ruas, calçadas, arborizadas e bem iluminadas, com um grande número de praças públicas.

Seu território é cortado por duas magníficas rodovais, entre as melhores do país, a Rodovia Marechal Rondon e a Transbrasiliana. Possui um Aeroporto que pode receber aviões de porte, uma estrada de ferro que voltará a funcionar e dentro em breve com uma via fluvial, que chegará até Foz do Iguaçu, no Paraná. Seu comércio é ativo com algumas fábricas, lojas moderna, supermercados, indústrias, diversas representações comerciais. Podemos e devemos registrar o Frigorífico Bertin, considerado entre os maiores exportadores de carne do País e um Hotel da mesma firma, destacando entre os outros, tornando Lins, um dos melhores centros turísticos do país, com parque aquático de água mineral.

Como estamos no final deste nosso trabalho, queremos registrar que o fundador de nossa Terra foi o Sertanista Manoel Francisco Ribeiro, o continuador, com real valor, foi o Coronel Joaquim de Toledo Piza e Almeida, e o seu nome que permanece até hoje, com nosso orgulho é o que recebemos de Senhor Dr. Manoel Joaquim de Albuquerque Lins.

Numa país chamado Brasil, na América do Sul no centro do Estado de São Paulo e no meio de sua Zona Oeste, está uma bela cidade, chamada Lins.